Published April 30th, 2006
in Reflexão.
Ora um tema sério…
Uma discussão começa quando não há unanimidade num assunto. E é extremamente comum as pessoas se encontrarem nos mais diversos locais a discutir.
O acto de discutir não implica altos berros, selvajaria, violência… Basta uma calma argumentação de ambas as partes.
Mas quem, no seu perfeito juízo quer saber disso? Claramente nos dias que correm as coisas não se passam assim, não que eu saiba como terão sido as discussões no passado, se bem que deduzo que fossem muito similares às actuais.
De qualquer forma, meio mundo discute com meio mundo. E o que faz com que isto aconteça? Algo tão simples como aquele desejo atavístico de ter sempre razão. E é deveras interessante ver como alguém é capaz de distorcer a realidade para a ter! É interessante ver que certas pessoas conseguem fazê-lo de forma tão convincente que “vergam” o outro argumentador.
Published April 24th, 2006
in Discussão, Reflexão and Valores.
Ela há cada uma…
E as pessoas têm a mania de que são as melhores ideias as suas! Ou porque são a forma mais fácil de fugir de um problema ou porque não se querem dar ao trabalho de o enfrentar, devido ao seu medo. Não há que pensar muito, apenas ser intuitivo. Ouvir o que os amigos têm a dizer e lembrar-se de que eles não existem apenas para rir, mas, também para chorar.
Nada é perfeito e com isso temos que viver, todos sofremos, mais cedo ou mais tarde, mas tomar decisões que vão magoar mais pessoas e, mais tarde, a nós, é algo que me ultrapassa. Não consigo mesmo conceber esse conceito de “Não gosto de ti, mas fodo contigo até determinado acontecimento”.
É perfeitamente desnecessário partir para estas situações. Há necessidade de abrir os olhos!
É preciso lutar pelo que se quer, não baixar os braços e seguir outra via.
Published April 17th, 2006
in Problemas técnicos and Tecnologia.
Após a migração de Service Provider, este blog passou a obter alguns erros na base de dados e na própria página de administração. Estive algum tempo a tentar resolver tudo isto e, após algum trabalho, cá está de volta.
Rica forma de regressar ao trabalho…
Por resolver:
Tempo de reflexão.
Estive uns dias fora, quase que desligado do mundo. Foram dias interessantes, pude preguiçar, subir montes, sentar-me a beira do ribeiro e ouvi-lo a correr, fotografar… Sim, fotografar.
É um hobby como tantos outros, com o equipamento adequado é possível fazer maravilhas.
Gosto muito de aproveitar o momento, ripar a máquina e num movimento rápido fotografar o objectivo, sejam gatos a alimentar-se, cães a latir, pessoas a olhar, pássaros a passar… Uma nuvem que me atraiu mais do que as outras. Não disponho, ainda, do melhor equipamento para evoluir neste campo, possuo duas compact, uma digital (Sony DSC P-31 2.0MPixels) e uma de filme (Canon Canonet QL17), muito antiga, mas essas… Essas são as melhores! Tenho também o meu Nokia 6680 com a sua 1.3MPixels.
Aspiro a uma Canon EOS-1Ds Mark II com os seus 16.7MPixels e toda a qualidade que os fotógrafos profissionais almejam. Sabem que o Gerd Ludwig usa uma? Pois é… Reportagem do Richard Stone, com fotos do Gerd em Chernobyl (Ler National Geographic de Abril de 2006)
Sim, sou adepto da fotografia. Sim, sou adepto da National Geographic Society. Desde quando? Desde que me conheço. Sempre me deliciei frente ao ecrã de televisão a ver os pacientes senhores à espera que o leão se levantasse para dar um peido.
Quando comprei a revista deste mês, vários pensamentos me vieram à cabeça. Desde o habitual pesar pelas vítimas, todas elas, do acidente e, como não poderia deixar de ser, pensei na situação actualmente vivida neste cantinho à beira mar plantado. Será que devemos enveredar pela energia nuclear? Sim? Eu apoio a energia nuclear. Pensem bem nisso um pouco. França. Um país super desenvolvido (apesar dos seus problemas sociais), não depende de nenhum país para o seu consumo energético. As suas centrais nucleares geram cerca de 70% a 80% da energia necessária pelo país. Portugal é um país pequeno. Nao necessitamos de 103 reactores como os Estados Unidos, mas 3 seria um número muito bom. O custo destes será elevadíssimo argumentarão muitos. Eu contraponho como facto de as centrais americanas se encontrarem a gerir os custos. Ou seja, já se auto-pagaram. Menor dispêndio a nível energético não é uma mais-valia?
“Há o perigo, lembra-te de Chernobyl…”
Pois lembro… Assim como me “lembro” também do acidente em Ekofisk, no Mar do Norte, em 1977 em que se atingiu um débito diário de 3000t a 4000t diárias! Posso lembrar também o Exxon Valdéz e, mais recentemente, o Prestige!
Meus amigos, temos que deixar de ser velhos do Restelo e pensar nas próximas gerações. Vamos continuar a vergar-nos perante Espanha e França, comprando-lhes energia, ou vamos ser auto-suficientes? A energia nuclear é limpa, não produz dióxido ou monóxido de carbono. Citando Chris Hamilton na National Geographic do corrente mês, “Calvin Nolt (à esquerda) recebe mais radiações nocivas num dia de exposição ao sol do que num ano junto à central de Three Mile Island, onde restam duas torres de refrigeração ao serviço do único reactor activo. Em 1979, registou-se aqui o pior acidente nuclear dos EUA. Nunca mais foram construídas centrais nucleares no país.”
Existem 20 anos de time-leap desde o último acidente…
Published April 9th, 2006
in Tempo and Valores.
Como o tempo passa…
Olhamos para trás e cada dia parece que temos mais um ano atrás de nós.
Cada vez mais queixas, mais lamentações. Tudo de errado acontece e tem uma razão de ser. Não discutimos a razão, mas o facto de nos ter acontecido. Mas o facto não importa.
O jovem morreu atropelado. Ninguém quer saber se foi um carro que o atropelou, apenas se ficou muito maltratado. Todo o português (e outros habitantes de outros tantos países) têm a mania de correr para os acidentes, ficar a observar, lamentar, chorar, desmaiar, atrapalhar… Não podem seguir indiferentes? Nem mesmo fazendo toda esta estupidez, habitual deles, aprendem e pouco depois cometem o mesmo erro que o jovem cometeu quando atravessou a correr, sem olhar para o lado, fora da passadeira e foi atropelado por um carro que circulava dentro do limite de velocidade, mas que não viu o jovem porque foi tudo muito rápido.
Continue reading ‘Passar do tempo’