Daily stories

A vida de um agente multifacetado

Páscoa

Tempo de reflexão.
Estive uns dias fora, quase que desligado do mundo. Foram dias interessantes, pude preguiçar, subir montes, sentar-me a beira do ribeiro e ouvi-lo a correr, fotografar… Sim, fotografar.
É um hobby como tantos outros, com o equipamento adequado é possível fazer maravilhas.
Gosto muito de aproveitar o momento, ripar a máquina e num movimento rápido fotografar o objectivo, sejam gatos a alimentar-se, cães a latir, pessoas a olhar, pássaros a passar… Uma nuvem que me atraiu mais do que as outras. Não disponho, ainda, do melhor equipamento para evoluir neste campo, possuo duas compact, uma digital (Sony DSC P-31 2.0MPixels) e uma de filme (Canon Canonet QL17), muito antiga, mas essas… Essas são as melhores! Tenho também o meu Nokia 6680 com a sua 1.3MPixels.
Aspiro a uma Canon EOS-1Ds Mark II com os seus 16.7MPixels e toda a qualidade que os fotógrafos profissionais almejam. Sabem que o Gerd Ludwig usa uma? Pois é… Reportagem do Richard Stone, com fotos do Gerd em Chernobyl (Ler National Geographic de Abril de 2006)
Sim, sou adepto da fotografia. Sim, sou adepto da National Geographic Society. Desde quando? Desde que me conheço. Sempre me deliciei frente ao ecrã de televisão a ver os pacientes senhores à espera que o leão se levantasse para dar um peido.
Quando comprei a revista deste mês, vários pensamentos me vieram à cabeça. Desde o habitual pesar pelas vítimas, todas elas, do acidente e, como não poderia deixar de ser, pensei na situação actualmente vivida neste cantinho à beira mar plantado. Será que devemos enveredar pela energia nuclear? Sim? Eu apoio a energia nuclear. Pensem bem nisso um pouco. França. Um país super desenvolvido (apesar dos seus problemas sociais), não depende de nenhum país para o seu consumo energético. As suas centrais nucleares geram cerca de 70% a 80% da energia necessária pelo país. Portugal é um país pequeno. Nao necessitamos de 103 reactores como os Estados Unidos, mas 3 seria um número muito bom. O custo destes será elevadíssimo argumentarão muitos. Eu contraponho como facto de as centrais americanas se encontrarem a gerir os custos. Ou seja, já se auto-pagaram. Menor dispêndio a nível energético não é uma mais-valia?
“Há o perigo, lembra-te de Chernobyl…”
Pois lembro… Assim como me “lembro” também do acidente em Ekofisk, no Mar do Norte, em 1977 em que se atingiu um débito diário de 3000t a 4000t diárias! Posso lembrar também o Exxon Valdéz e, mais recentemente, o Prestige!
Meus amigos, temos que deixar de ser velhos do Restelo e pensar nas próximas gerações. Vamos continuar a vergar-nos perante Espanha e França, comprando-lhes energia, ou vamos ser auto-suficientes? A energia nuclear é limpa, não produz dióxido ou monóxido de carbono. Citando Chris Hamilton na National Geographic do corrente mês, “Calvin Nolt (à esquerda) recebe mais radiações nocivas num dia de exposição ao sol do que num ano junto à central de Three Mile Island, onde restam duas torres de refrigeração ao serviço do único reactor activo. Em 1979, registou-se aqui o pior acidente nuclear dos EUA. Nunca mais foram construídas centrais nucleares no país.”
Existem 20 anos de time-leap desde o último acidente…

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