Ensemble Vocal de Freamunde em Lousada
Após 20m perdido pela cidade de Lousada, finalmente encontrei um local para parar o carro. De seguida, dirigi-me a dois senhores muito simpáticos e hospitaleiros, pedindo ajuda para encontrar o Auditório Municipal. Qual não foi o meu espanto ao perceber que já lá tinha passado, sem o perceber, obviamente. Lá me dirigi ao edifício, que fica um pouco escondido, entrei, aguardei mais um pouco, fui para a sala e sentei-me.
Pacientemente esperei, enquanto escrevia estas linhas.
A sala começou a encher, não totalmente, pois a cidade estava em festa, tendo muita gente ido para a rua assistir a um desfile.
O concerto, inserido nos Encontros de Música das Terras do Sousa começou com algumas palavras do Maestro Sílvio Cortez, que avisou o público presente de que haviam sido feitas algumas alterações ao programa.
O concerto iniciou-se com Cantigas de Maio (Zeca Afonso / Eurico Carrapatoso), à qual se seguiu uma das músicas tradicionais Zulu cantadas pelo grupo, a Thula Baba, altura em que entra em palco o Ricardo Moreira, percussionista que os acompanha, com um djambé.
Trai Trai (Manuel Faria) foi a música que precedeu um grande momento, quando Catarina e André se aproximam do centro e cantam Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes), após a qual retomam os seus lugares para A Un Giro Del Sol (Claudio Monteverdi), voltando a haver mudança no final, em que no centro ficam Catarina, Ezequiel, Marina, Paula e Marisa para a Pie Jesu (Andrew Lloyd Webber).
Neste momento reentra em cena o Ricardo, desta vez com as gôndolas, para apoiar em La Cuna Costera (Eduardo Correa), mudando depois para as clavas em Juramento (Miguel Matamoros), saindo para Forrobodó da Saparia (Lindemberg Carlos) e regressando com o djambé para uma música tradicional de Moçambique, Tico Funa (Eurico Carrapatoso).
Em Papai Me Empresta O Carro (Rita Lee / Roberto Carvalho), Ricardo não está presente, voltando, e ficando ao djambé até ao final. Nesta altura começa a Bullerengue (José António Rincón) e, para o final ficou a outra música tradicional Zulu, a Siyahamba, que deixou o público em êxtase, sendo depois repetida, a pedido da representante da organização do evento.
Em suma, mais uma vez, o Ensemble Vocal de Freamunde provou que, apesar da sua juventude, é grandioso e tem um futuro risonho pela frente.
Uma nota, de parabéns, à soprano Ana Catarina Martins pela sua entrada na Universidade, tendo, igualmente imensa pena por não poder estar presente, futuramente em concertos. De resto, após a Eu Sei Que Eu Vou Te Amar, houve um momento de homenagem a esta colega, por parte dos baixos e tenores, que lhe entregaram uma rosa cada, desejando-lhe felicidades.
5 Comments so far
excelente descrição do concerto… é um óptimo cartão de visita do ensemble… muito obrigado…
para além disto, já sabes, aparece sempre que quiseres.
abraço, Daniel
Excelente descrição. Muito obrigado pelos elogios e espero ter sido um concerto do seu agrado.
Já agora se quiser passar pelo nosso Blog, aqui fica:
http://ensemblevocal.blogspot.com/
Agradeço os comentários e o convite para regressar à plateia, que aceito com muito gosto.
Os meus sinceros parabéns a todo o grupo!
Abraço
obrigado pelas palavras de apreço. sempre que houver concerto contamos com a sua presença.