Vi Veri Veniversum Vivus Vici
“Atrevo fazer tudo o que me possa tornar um Homem; Quem ousa fazer mais nada é.”
(Macbeth 1.7.47-48)
Ó vida malvada, trazes água no teu bico, sempre, sempre, sempre.
Ó vida aziaga, trazes dor, tanta quanta a que eu ouso sentir.
Ó vida maravilhosa, abre-me portas para o céu, deixa-me sair deste inferno, recuperar desta maleita que me faz jazer num canto, prostrado, quase inanimado.
A vida é dor, a vida é amor, a vida é tudo.
A morte é um silêncio que nos leva para longe de tudo.
Não desejo morrer. Desejo sim, descobrir o que há de bom nesta vida.
Ó Morte, volta para trás.
Aqui não passarás!
Não te quero perto, vai-te.
Segue na tua naviarra e não me leves, pois Joane eu sou, vivo da loucura e não pretendo entrar nesse zambuco.
Joane sou, pois em meus fazeres por malícia não errei. Não é errar amar. E eu amo-te, amo-te com todas as minhas forças, tal como amo a minha mãe, o meu pai, o meu irmão, a minha vizinha, o padeiro, o professor. Amo a vida e ela existe dentro de todos nós.
Deixa-te viver.
E eu? Um Joane, samicas alguém. Não faleci e já temo esse momento, temo a chegada às barcas, não por temer o Diabo, mas por temer lá te encontrar.
Perdoa. Vou ter que o fazer, mais cedo ou mais tarde e tu vais compreender. As minhas acções têm um motivo. Um motivo alheio a mim mesmo. Um motivo maior do que o universo.
* “Pelo poder da verdade, eu, enquanto viver, terei conquistado o universo.” – Aleister Crowley