Daily stories

A vida de um agente multifacetado

Devaneios – O artista reflecte sobre a sua morte

Sobrevivo sem os seus beijos, mas sem o seu toque, o seu aroma, o seu sorriso, o som da sua voz, os seus caracóis envolvendo os meus dedos… Tudo se complica. É quase uma condição sine qua non para a minha sobrevivência.
Contudo estou a lutar para que tal seja possível. Sendo que tal é sobreviver sem ela. Alargando o meu horizonte, vivendo, acreditando que há mais alguém neste mundo que porventura me queira realmente. No entanto, não acredito em tal. Talvez seja esse o meu problema.
O meu mundo abateu-se repentinamente e não o consegui reconstruir até agora e já vai em quase 70 dias…
Não sou Deus, sou, sim, um comum mortal.
Um mortal que ama uma mulher, a mais próxima da perfeição que já conheceu, tendo em conta toda a matreirice derivada do facto de ser mulher. Contudo, é a mulher que me prendeu, me cativou, me fez feliz como ninguém mais fez.

Mais um devaneio,
Mais uma loucura,
Mais um momento Zen que veio…
Que me transfigura em algo interessante,
Quando na realidade esta carapaça é um horror!
E ainda pior é o seu interior…

E sim…
É pior pois está morto.
Porque tudo deu para o torto,
Só porque ela o quis assim…

Sem métrica,
mas com alma.
Sem cinética,
com calma…

Fon

Acabei de encomendar dois router wireless La Fonera.

La Fonera

La Fonera

Espero recebê-los em breve…

Devaneios – O artista revela-se

Oh! E a loucura que se me penetra na minha pele, atravessando-me de lés a lés e insistindo para que eu me moa todo enquanto respiro, que faz com que tudo à minha volta gire enquanto a desejo, que permite que execute tamanhas façanhas, tão doces e tão belas quanto perigosas e cruéis podem ser. Tudo o que peço é que o sol pare de raiar, que a lua pare de brilhar, que todo o universo me consuma como se todo ele um buraco negro fosse…
Quero desaparecer… Mas não encontro onde me esconder…

Citação

E porque, tal como em 21 de Maio, ainda se adequa:

“A vida não é jamais como imaginamos. Ela nos surpreende, espanta, nos faz rir ou chorar quando menos esperamos.” – Niki de Saint-Phalle

Wanted

Dois trailers que me fazem esperar um filme fantástico.

Angelina Jolie, James McAvoy e Morgan Freeman juntos num filme que é capaz de colocar The Matrix num cantinho bem escuro…

fonte: Cineblog

Devaneios – A morte de um artista da escrita fodido pelo mundo

Neste mundo frenético, incansável, louco e moribundo, há valores que se elevam e falam tão mais alto, no entanto, muitas vezes, esses valores não passam de miragens criadas, esperadas, desejadas, não pela maioria, mas sim pela minoria que acredita que esses valores ainda existem. Valores como o amor, a fidelidade, a confiança, a compaixão, entre outros, foram completamente adulterados nos tempos que correm.
Hoje em dia as pessoas dizem amar sem o sentirem realmente, prometem fidelidade sem o esperarem fazer, confiam e fazem confiar para depois destruir tudo.
Já ninguém quer saber destas coisas, destas ideias antigas. Tudo o que as pessoas querem hoje em dia é um refúgio, alguém que esteja ao lado e dê o carinho necessário, alguém com quem foder, sem querer saber do lado humano da questão.
Sexo é bom. Corrijo, é muito bom, mas sem sentimento é apenas foder por foder…
E de que vale isso? De nada!
Por outro lado, onde fica aquela tarde soalheira que se passou abraçado à pessoa amada, trocando pequenos mimos enquanto o tempo passa, devagar, devagarinho, lento, tão lento que nos faz desejar ali estar toda a vida a mimar e ser mimado?
É de momentos desses que nos lembramos quando envelhecemos, com os quais contamos histórias à nossa prole ou até à prole da nossa prole.
O que realmente importa e o facto de que as pessoas hoje em dia já não querem saber do lado humano mas sim do carnal. “Eh pá, o Pedro fode tão bem!”; “E a Ana? Que loucura… Fode como uma doida…”
Mas que mundo é este? Como se pode sobreviver num mundo assim? Terei que me transfigurar e ser um destes modernos mercenários a troco de prazer? Não sei como o fazer, para começar. É algo que, a meu ver, ultrapassa a minha idiossincrasia. No entanto, talvez seja hora de enveredar por esse caminho maldito, a rota dos aventureiros e deixar de lado a rota dos virtuosos…
Será que irá ser bom para mim? Será que irei conseguir entrar e até manter-me nesta rota? Será que vou estar no limbo e saltar entre uma rota e a outra? Oh Deus, tantas questões a serem respondidas…
Dá-me um sinal, ajuda-me a perceber o futuro desta rota.
Trar-me-á alento?
Felicidade?
Culpa?
Nojo?
Ódio ou amor?
Prazer?
Desgraça?
Puta que pariu todas esta questões! Para onde quer que me vire lá estão elas… Sempre a importunar-me, sempre a massacrar-me, sempre a fazer-me confusão na hora de decidir. No entanto, este tipo de questões, aparentemente, apenas se passa comigo. Serei algum ente estranho para tal acontecer? Porque penso tanto nestas coisas? Porque não consigo apenas viver? Porque a cada momento que passa mais questões me assolam? Porque me sinto assim?
Eu sei a resposta desta última. Ou pelo menos parte.
Fui fodido! Sim, fui fodido e não consigo recuperar. Fodeste-me tão bem…
Merda! Porque tens que existir? Tanto que poderíamos fazer, viver… no entanto, meteste uma puta duma ideia na cabecinha e decidiste que estava na hora de me destruir…
Sinceramente, espero que esteja a valer a pena. Se assim não for, de nada valeu me magoares. Contudo, não é difícil fazer-te feliz. Até eu, do fundo da minha estupidez, o consegui.
Será que o consegui mesmo, ou foi apenas um sonho?
Caralho!
Mais questões! E há tantas mais, mas a essas só tu podes responder, no entanto, fazes questão de fingir que não existo, por isso apenas posso presumir que essas respostas irão contigo para a cova, quando fores chamada pelo Criador…
Achas isso justo? Provavelmente, afinal és uma criança que pensa que tudo pode! Que ignora o facto de as outras pessoas terem sentimentos…
Olha, merda para ti, para ele, para mim, para tudo e todos!
Porque continuo a sonhar contigo? Porque continuo a desejar-te? Porque continuo a viver?
Deus! Tu, sim tu! Mata-me! Se realmente me amas e controlas tudo, és o maior filho da puta que existe! Tu permitiste que eu fosse verdadeiramente feliz e agora tiras-me tudo? Porquê? Onde foi que errei? O que deveria ter feito e não fiz? Porque carga de água tenho que sofrer assim?
Não há volta a dar. As mulheres são o que de pior existe na humanidade. São capazes de nos mimar, fazer felizes e depois mostram o seu lado puramente viperino e mordem-nos com o seu veneno provocador de dor. Dor profunda, dor forte, amarga, mortal… Mata lentamente, mas mata. Mata pela ausência, mata pela necessidade.
Para que existem?
Desapareçam!
Morram todas!
Todas vocês!
Mães, filhas avós e netas…
Odeio-vos a todas!
O vosso extermínio era uma verdadeira benção!
Era o que a humanidade precisava para ser salva.
Será que algum dia o conseguiremos?
Ajuda-me…
Não suporto viver a pensar assim…
Amo-te…
Desejo-te…
Quero-te…
És tudo para mim…

Mais uma música…

Is this the real life
Is this just fantasy
Caught in a landslide
No escape from reality
Open your eyes
Look up to the skies and see
Im just a poor boy,i need no sympathy
Because Im easy come,easy go,
A little high,little low,
Anyway the wind blows,doesnt really matter to me,
To me

Mama,just killed a man,
Put a gun against his head,
Pulled my trigger,now hes dead,
Mama,life had just begun,
But now Ive gone and thrown it all away
Mama ooo,
Didnt mean to make you cry
If Im not back again this time tomorrow
Carry on,carry on,as if nothing really matters

Too late,my time has come,
Sends shivers down my spine
Bodys aching all the time,
Goodbye everybody-Ive got to go
Gotta leave you all behind and face the truth
Mama ooo- (any way the wind blows)
I dont want to die,
I sometimes wish Id never been born at all

I see a little silhouetto of a man,
Scaramouche,scaramouche will you do the fandango
Thunderbolt and lightning-very very frightening me
Galileo,galileo,
Galileo galileo
Galileo figaro-magnifico
But Im just a poor boy and nobody loves me
Hes just a poor boy from a poor family
Spare him his life from this monstrosity
Easy come easy go-,will you let me go
Bismillah! no-,we will not let you go-let him go
Bismillah! we will not let you go-let him go
Bismillah! we will not let you go-let me go
Will not let you go-let me go
Will not let you go let me go
No,no,no,no,no,no,no
Mama mia,mama mia,mama mia let me go
Beelzebub has a devil put aside for me,for me,for me

So you think you can stone me and spit in my eye
So you think you can love me and leave me to die

Oh baby-cant do this to me baby
Just gotta get out-just gotta get right outta here

Nothing really matters,
Anyone can see,
Nothing really matters-,nothing really matters to me,

Any way the wind blows….

Queen, Bohemian Rhapsody

Uma música

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei…

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

Paulo de Carvalho : E depois do Adeus
Música: José Calvário
Letra: José Niza

Huh?

Será que realmente não faço nada? Será que sou assim tão estúpido? Será que a culpa de todos os problemas é minha? Será que só os outros é que trabalham? Olha, porra! Começo a ficar cada vez mais farto destes trabalhos de grupo… No início tudo corria bem, mas com o passar do tempo as coisas estão a começar a azedar. De facto, começo a ficar preocupado, pois faço o que me é requerido e ainda mais, mas acabo sempre acusado de burro, de não ler as coisas, de não fazer nada. Contudo, nada disso reflecte a realidade.

Devaneios de um doente mental

Sim, devia seguir em frente, mas não consigo. Preciso dela. Sinto falta do seu abraço, do seu carinho.
Já não vale a pena sequer pensar em perceber o que se passou, mas há tantas questões que me deixam confuso e que tenho que descobrir resposta ou não consigo repousar.

Será que se riem de mim, juntos num canto qualquer enquanto trocam juras de amor eterno?
Será que fui apenas mais um peixe que lhe caiu na rede?

Oh Deus, tantas questões, tão poucas respostas. Tanta dor, tão pouco alento. Desespero, sonho e volto a sonhar, desejo-a! Como sempre fiz, peço e espero que ela volte, no entanto quero que desapareça. Vivo neste círculo vicioso que me transfigura alternadamente num Dr. Jekyll ou num Mr. Hide.

Minha amiga… Dá-me uma dose… Preciso dela… Morro, definho, sinto a minha vida a fugir-me como que se de um pedaço de vela a derreter se tratasse…

Preciso do meu amor…

Preciso esquecê-lo…

Preciso dele…

Preciso de viver…

O que posso eu fazer?

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