Daily stories

A vida de um agente multifacetado

Maravilhas

O dia começou com o meu exame no Curso de Formação de Árbitros de Natação Pura, no Instituto do Desporto de Portugal, na Boavista, mesmo junto ao estádio do Bessa. Daí fui até ao Norteshopping, onde almocei e esperei por ti.
Sabes que a tarde que me proporcionaste foi inesquecível?

A experiência TT proporcionada pelo assistente foi sensacional mas um pouco mal aproveitada pois preferi disfrutar da tua companhia. Logo, temos que repetir, principalmente a parte de estarmos juntos tanto tempo. Ainda por cima agora vais para longe, mesmo estando sempre perto. Pelo menos no meu coração estás…

Resta dizer que estive a 1,5m daquela coisinha maravilhosa que está na fotografia…

Porsche Carrera GT

Dia quase perfeito

Só não atingiu a perfeição porque estava destinado a terminar…

Para quando outro dia assim?

Será que o Sporting ganha ao Porto? Nem quero saber…

 

 

Nota (18/03/2007) :

E não é que ganhou mesmo? E a McLaren está em primeiro no campeonato depois de ter obtido o 2º (Alonso) e 3º (Hamilton) na fantástica corrida no Albert Park, em Melbourne.

Cidade

Hoje as crianças foram pela primeira vez à cidade. Foi bonito vê-las todas divertidas à janela a ver os rapazes e raparigas citadinos a passear-se junto ao bar. As crianças juntavam-se mesmo em magotes para os ver. Ficaram tão excitadas e divertiram-se tanto a extrair o limoneno da casca da laranja que na volta estavam tão quietinhos no autocarro que mais parecia que dormiam.

Os grandinhos até se portaram bem, mas agiram de forma contrária à dos pequeninos. na ida estavam ensonados, no regresso estavam todos excitados, principalmente quando se chegou ao túnel de Águas Santas (na ida houve um pequeno zum zum, que não foi tão grande quanto o sururu que se gerou na volta.). Os grandinhos até se comportam bem.

Ai a lapa! A lapa está limpinha hoje, não está Sofia?

Já há algum tempo (muito mesmo) que não visitava a Escola Superior de Biotecnologia. A ida de hoje serviu para me relembrar não só dos trabalhos de Química Orgânica mas também daqueles corredores, daqueles laboratórios.

Como uma pequena nota, relembro que enquanto estou a escrever este texto, ainda estou em dívida para contigo e que ainda não cobraste.

Os morcões

morcão, s. m. (pop., zool.) designação extensiva a lagartas e larvas de insectos; (reg.) indivíduo indolente, bisonho ou aparvalhado; mandrião. (Do cast. morcón, «pessoa indolente; pessoa suja»?).

Os morcões juntam-se, normalmente, em grupos. Estes grupos apoiam-se na caça às suas presas. O acto da caça começa com piadolas, seguido de bocas foleiras. Após este início o morcão avança para a presa, cercando-a com a sua imundice verbal e psicológica. A presa sente-se pouco à vontade e, embora algumas consigam vencer o combate e outras fugir mesmo, muitas subjugam-se ao atacante. Usualmente a vítima do morcão torna-se um alvo repetido deste, pois os seus ataques são de terror psicológico e nunca ferem fisicamente.

O morcão, sozinho, pouco ou nada consegue fazer, mas numa vara consegue ser muito forte, principalmente quando o líder é poderoso. Felizmente para si, as vítimas dos morcões tendem a unir esforços e a lutar contra estes, provando ser melhores do que os morcões.

Qualquer dia morro no laboratório…

Mas morro mesmo. Há coisas que simplesmente são tão estúpidas que nem há a menor hipótese de se poder fazer outra coisa.

Hoje no laboratório assisti a uma cena de tal forma caricata que pensei que estava noutro planeta.

Maria pega um gobelé contendo vários mL de uma solução aquosa roxa e pergunta:

-“É este o H2O2?”

(Maria é um nome fictício… Era demasiado degradante colocar o nome real.)

Para que se compreenda, estavamos a realizar uma permanganometria, uma volumetria em que se utiliza o anião Permanganato. O H2O2 – vulgarmente conhecida como água oxigenada – era a solução que seria titulada. Ora, neste tipo de volumetrias não é necessário indicador porque é auto-indicada através do excesso do anião Permanganato na solução após o ponto de equivalência, tendo este uma cor… Arroxeada…

Será que nunca usou água oxigenada em casa?

Ah… E a Manuela (nome fictício também) queixou-se que as luvas a incomodavam por causa do talco e que tinha pintado as unhas, então tirou-as. Passado 20 segundos mete as mãos no permanganato de potássio e fica com elas manchadas. Segundo a prof, em 2 semanas as manchas saem… Será?

Moda

A moda… Hoje em dia está tudo virado neste sentido. Mas não num sentido de seguir uma tendência criada por um estilista, mas sim, criada pela rua, abusando de marcas. Uns são de estilo urbano-desportivo e viram-se para marcas como Adidas, Nike, outros são chiques e voltam-se para Gucci, cK, Carolina Herrera. Há ainda os que se vestem de Gant, Sacoor, Timberland… Esses são os vulgarmente conhecidos como betos.

Infelizmente isso nada quer dizer, já nem símbolo de status quo é. Qualquer idiota vai a uma loja e compra algo que está na moda, basta que tenha o dinheiro com ele (ou então vai à feira/assaltar a loja). Eu pessoalmente prefiro alguém com bom gosto do que alguém que abusa de marcas… Actualmente este tipo de pessoas está em todo o lado, mas mal abre a boca, normalmente, quase consigo visualizar um monte de esterco linguístico a sair de lá. É incrível mas é verdade. É cada pontapé na gramática, palavras que o dicionário desconhece e aquele sotaque… Ai o sotaque… Quando falam espalham perdigotos em todas as direcções, sejam machos ou fêmeas, soltam um monte de palavrões e, como que uma manada em fúria, atropelam todas as regras da gramática.

Não quero dizer como as pessoas se devem vestir, cada um é livre de o fazer como bem entende, mesmo que seja mais um carneiro.

Confesso… Parem com as marcas… Passem na porta de uma loja e comprem algo que vos agrada, não que agrade aos outros… Mostrem a vossa identidade, não se tornem em réplicas de um ser idiota o qual idolatram, ou dos vossos amigos, só porque eles são fixes. A identidade de uma pessoa é o que de mais importante se tem.

Luta pela tua identidade, faz o que queres, como queres, com quem queres… Sê diferente.

Hannibal

Bom filme, duro, forte e revelador. Aconselho a verem, logo, mais não digo!

Espero é que tenham a sorte de não irem ao Ferrara Plaza na magnífica (será?) cidade de Paços de Ferreira.

O cinema em si é bom, é da Lusomundo, o que indica logo que tem qualidade. É claro que existe um mas… Neste caso o “mas” não se aplica ao cinema em si, mas às pessoas que o frequentam, mais propriamente às pessoas que foram ver o filme conosco, não é Sofia?

Que horror! Era só conversas idiotas durante o filme, gente com os telemóveis a tocar, outros a ouvir música… Enfim… No meio de isto tudo saiu uma das melhores frases de todos os tempos. Era qualquer coisa como isto (senti-me tão baralhado quando ouvi que perdi a noção da realidade):

Se eu desmaiar sabes o número do 112?

Atrofiei… Barbaridades por todo o lado, gente a ficar enojada e a verbalizá-lo de forma tão reveladora da sua própria idiossincrasia. Enfim… Paços de Ferreira é uma cidade bem constituída mas a sua juventude, talvez por esta experiência, não tem lá muito que se lhe diga.

Bem, eu até nem posso falar muito sobre a idiotice das outras pessoas visto que deixei a carteira em casa… Levei as chaves, o telemóvel, o pacote de lenços de papel mas o raio da carteira tinha que ficar!

Uma pequena nota para o ronronar do Smart ForFour… É mesmo lindo! E é apenas um singelo 3 cilindros, 1.1cc…

Obrigado pela tarde…

Momento de terror

Estou eu a uns míseros 80km/h, a aproximar-me de uma curva com relevé ao contrário (sim, estou na variante do Cavalum em Penafiel) quando noto que o carro continua a acelerar após eu levantar o pé. Tento aperceber-me com o pé direito o que se está a passar no pedal e qual não é o meu espanto quando sinto o pedal preso debaixo do tapete. Sim, o tapete saiu do sítio (não tem velcro ou qualquer outro tipo de fixação) e foi parar por cima do pedal do acelerador, exercendo pressão neste. Cada vez mais próximo da curva e já a chegar aos 110km/h reajo o mais rápido possível e piso o travão, ao mesmo tempo que efectuo reduções na caixa… 4ª, 3ª, 2ª… O motor ruge com a elevada rotatitivade imprimida, liberto o travão, sabendo que o carro não iria acelerar muito mais (mas ainda assim mantenho o pé esquerdo de prevenção caso precise de travar) e, durante a curva tento, com os pés ajeitar o tapete.

Consigo!

Foi apenas um susto…

É o terceiro susto em 2 semanas… Um idiota a perseguir-me a meio da noite com os máximos ligados, outro idiota a não parar e a cortar caminho num cruzamento cego, quase embatendo frontalmente contra mim e agora isto…

É uma questão de sorte…

Pelo menos já experimentei conduzir 1 Smart. Foi uma experiência curta mas interessante.

troll

Momento “O homem a quem parece que aconteceu não sei o quê” do dia:

Ah e tal eu chego lá ao sítio e dizem-me que “ah e tal e o camandro” e que não podem fazer o não sei o quê e que isso tem que ser feito não sei onde e lá vou eu e quando lá chego dizem-me que “ah e tal e o camandro” e que estou enganado e que lá só fazem o quê não sei e não não sei o quê e então decido ir a outro lado e eles dizem-me que “ah sim senhor, tudo bem, pode ser“. Então anda um gajo para trás e para a frente, com o jogo do empurra e ninguém pode fazer nada e todos podem tudo. Mas afinal de contas isto é o quê?

Passando à frente e recuando no tempo, na terça-feira fomos a Penafiel ver o cortejo de carnaval. Estava engraçado, com zés-pereiras até mais não (como de costume), crianças choronas todas pintadas e fantasiadas, adolescentes com máscaras absurdamente asquerosas, adultos armados em crianças. Não me mascarei, nem a Sofia ou a Marlene (ah pois! elas também foram! De que outra forma me veriam lá?). Houve alguns momentos mais engraçados, outros que nem por isso mas, o que me marcou mais foi quando começou a chover (tinha que ser!). Toda aquela mole humana a fugir para abrigos ou a abrir os guarda-chuvas, os miúdos a choramingar, o pessoal do cortejo a continuar, apesar dos semblantes carregados por causa da chuva.

Cortejo 20-02-2007

O Carnaval já era… Estamos na Quaresma, agora não se pode comer carne à sexta-feira.

Ontem comprei uns ténis novos, já os tinha estado a namorar um pouco, finalmente decidi-me a comprá-los. São giros, pretos com listas brancas, da Levi’s. Estou um pouco desabituado de calçar este tipo de ténis, por isso no início pareciam-me um pouco soltos… Isto de andar de All Star quase em exclusividade é complicado.

Hoje fui ao treino de Tae Kwon Do. Não houve na segunda por causa do Carnaval, então decidi aparecer lá num sábado, de manhã. Foi um treino muito divertido. Estavam lá 4 cintos negros (2 de 3º Dan, 1 de 2º Dan e um só negro). O grupo de alunos também era muito interessante e incluía duas pessoas que já n via há algum tempo. O André já andava desaparecido por causa dos exames e das aulas e não o via desde dezembro. A Andreia é que já não via mesmo há alguns anos. Eu deixei de frequentar o Do Jang durante cerca de 4 anos e ela foi pa Coimbra estudar. Foi um bom reencontro. Gostei muito.

Ainda estou a pensar em amanhã… Será que vamos chegar a tempo?

The usual Redmond bullshit

I was just reading Jark’s blog and his last post is about Microsft’s new patch tuesday.

This time it really is black, dark as the night without moonlight…

Most of the problems are related to remote software execution but there is a little thing that really makes me get utterly mad.

“MS07-010: Vulnerability in Microsoft Malware Protection Engine Could Allow Remote Code Execution”

How can someone trust a company that has a flaw like this one? Where on the world (should be read, world outside of MS) do you get a Malware protection that could (the could is really important. Have they tested? Do they really know it does? Is it theoretical?) execute remote code. Well… Shouldn’t it also protect against that? Or it’s just for MS to say that they have a Malware protection?
Shouldn’t the costumers ask for the protection that they have payed for?
I don’t get why people haven’t sued Microsoft for failing on providing security for their purchase. If you want a good protection you have to buy it to a third party company. I’ve never ever installed such things on my GNU/Linux distros… But i guess i’m lazy and don’t really think about protection.

I wonder how many problems the “safest ever” Windows Vista will show in the next months. Will it be like Windows XP? Will it really be worth to buy the new Vista? I guess i’ll stick with my current configuration (Ubuntu + Win XP) until i’m really fed up with games and stick just to Ubuntu… Or maybe i’ll fall back to my dear Debian…

(I just adapted my comment on Jark’s blog to post this)

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Estava a ler o blog do Jark e o seu último post falava da nova terça-feira de patches da Microsoft.
Desta vez ela é mesmo negra, negra como a noite sem luar…

A maioria dos patches está relacionada com a execução de código remoto mas há uma pequena nuance que me deixa extremamente irritado.
“MS07-010: Vulnerability in Microsoft Malware Protection Engine Could Allow Remote Code Execution”

Como pode alguém confiar numa empresa que tem uma falha destas? Onde raio neste mundo (leia-se, mundo fora a Microsoft) se tem uma protecção contra Malware que pode (este pode é realmente muito importante. Foi testado? Eles realmente sabem o que faz? É teórico?) executar código remoto. Bem… Não deveria ele proteger contra isso? Ou é apenas para a MS dizer que tem uma protecção contra Malware.
Não deveriam os clientes pedir por uma protecção pela qual pagaram?
Eu não percebo porque é que ninguém ainda processou a Microsoft por falhar em providenciar segurança nas suas compras. Se se quiser uma boa protecção tem-se que a comprar a terceiros. Eu nunca instalei tal nas minhas distros GNU/Linux… Mas acho que talvez seja preguiçoso e realmente não queira saber sobre protecção.

Imagino quantos problemas irá ter o “mais seguro de sempre” Windows Vista nos próximos meses. Será como o Windows XP? Valerá realmente a pena comprar o novo Vista? Acho que me vou ficar pela minha actual configuração (Ubuntu + Win XP) até me fartar de jogos e ficar apenas com Ubuntu… Ou talvez volte ao meu querido Debian…

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