Como o tempo passa…
Olhamos para trás e cada dia parece que temos mais um ano atrás de nós.
Cada vez mais queixas, mais lamentações. Tudo de errado acontece e tem uma razão de ser. Não discutimos a razão, mas o facto de nos ter acontecido. Mas o facto não importa.
O jovem morreu atropelado. Ninguém quer saber se foi um carro que o atropelou, apenas se ficou muito maltratado. Todo o português (e outros habitantes de outros tantos países) têm a mania de correr para os acidentes, ficar a observar, lamentar, chorar, desmaiar, atrapalhar… Não podem seguir indiferentes? Nem mesmo fazendo toda esta estupidez, habitual deles, aprendem e pouco depois cometem o mesmo erro que o jovem cometeu quando atravessou a correr, sem olhar para o lado, fora da passadeira e foi atropelado por um carro que circulava dentro do limite de velocidade, mas que não viu o jovem porque foi tudo muito rápido.



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