Daily stories

A vida de um agente multifacetado

Transformers

É um filme que me traz memórias da minha infância, quando ligava para a actual RTP e assistia com o meu irmão a mais um episódio desta série de culto e via os Autobots do Optimus Prime a darem uma coça aos Decepticons do Megatron.

Na altura os Transformers eram diferentes mas o capitalismo tinha que entrar em força no filme, neste caso, através de um contrato com a GM. Mas hoje em dia isso é prática corrente no cinema e mesmo mudando o visual, não o desvirtuou, apenas o modernizou.

Não me atraiu muito o facto de que os Transformers se possam transformar no objecto que querem. É, no mínimo, estranho ver o Frenzy, que era um rádio com leitor de cd, a transformar-se num telemóvel, ou mesmo o Bumblebee a mudar de Camaro em “4ª mão” para o mais recente modelo.

De qualquer forma, o filme está estupendo. A nível visual delicia os olhos, a nível de acção corta-nos o fôlego pois é acção do princípio ao fim, a nível de história peca um pouco pois vai buscar a velha ideia da agência governamental americana que ninguém conhece e guarda 1 segredo que pode mudar o rumo do mundo. O pormenor de ter sido através de engenharia reversa ao Megatron que se criaram os chips entre outras coisas é descabido, pois para fazer engenharia reversa num mecanismo tão evoluído como o líder dos Decepticons seria necessário equipamento altamente avançado que, sem processadores, não seria possível criar.

O filme trás algumas piadas, como a do Sam Witwicky a tentar vender os pertences do tetravô durante uma apresentação ou mesmo quanto a Mickaela obrigou o agente Simmons a tirar a roupa (as vestes interiores do homem eram desnecessárias), algumas das cenas do Frenzy também pareceram estúpidas, principalmente a cena no Air Force One em que ele passeia pelo deck sem que ninguém o veja.

Apesar destas pequenas falhas, o filme é soberbo, sem dúvida o blockbuster do verão, talvez mesmo do ano, pois mete o Spiderman 3 e as suas palhaçadas musicais no bolso.

Este estranho regresso à infância/adolescência de muita gente da faixa 20-35 anos é, em suma, uma opção para 144 minutos bem passados num cinema.

Acção quase non stop. Excelente visual. História decente.

Aconselho vivamente!

2 Comments so far

  1. Sofia
    July 6th, 2007

    | 7:28 pm

    eu também fui ver 😛

    e adorei! 😀

  2. Sofia
    July 11th, 2007

    | 2:27 pm

    pois é…. afinal fomos no mesmo dia ver o grande “transformers”
    confesso que se me desafiarem vou outra vez ao cinema vê-lo. vale a pena gastar o €

    é de facto um filme para ficar colado à tela