Daily stories

A vida de um agente multifacetado

Devaneios – A morte de um artista da escrita fodido pelo mundo

Neste mundo frenético, incansável, louco e moribundo, há valores que se elevam e falam tão mais alto, no entanto, muitas vezes, esses valores não passam de miragens criadas, esperadas, desejadas, não pela maioria, mas sim pela minoria que acredita que esses valores ainda existem. Valores como o amor, a fidelidade, a confiança, a compaixão, entre outros, foram completamente adulterados nos tempos que correm.
Hoje em dia as pessoas dizem amar sem o sentirem realmente, prometem fidelidade sem o esperarem fazer, confiam e fazem confiar para depois destruir tudo.
Já ninguém quer saber destas coisas, destas ideias antigas. Tudo o que as pessoas querem hoje em dia é um refúgio, alguém que esteja ao lado e dê o carinho necessário, alguém com quem foder, sem querer saber do lado humano da questão.
Sexo é bom. Corrijo, é muito bom, mas sem sentimento é apenas foder por foder…
E de que vale isso? De nada!
Por outro lado, onde fica aquela tarde soalheira que se passou abraçado à pessoa amada, trocando pequenos mimos enquanto o tempo passa, devagar, devagarinho, lento, tão lento que nos faz desejar ali estar toda a vida a mimar e ser mimado?
É de momentos desses que nos lembramos quando envelhecemos, com os quais contamos histórias à nossa prole ou até à prole da nossa prole.
O que realmente importa e o facto de que as pessoas hoje em dia já não querem saber do lado humano mas sim do carnal. “Eh pá, o Pedro fode tão bem!”; “E a Ana? Que loucura… Fode como uma doida…”
Mas que mundo é este? Como se pode sobreviver num mundo assim? Terei que me transfigurar e ser um destes modernos mercenários a troco de prazer? Não sei como o fazer, para começar. É algo que, a meu ver, ultrapassa a minha idiossincrasia. No entanto, talvez seja hora de enveredar por esse caminho maldito, a rota dos aventureiros e deixar de lado a rota dos virtuosos…
Será que irá ser bom para mim? Será que irei conseguir entrar e até manter-me nesta rota? Será que vou estar no limbo e saltar entre uma rota e a outra? Oh Deus, tantas questões a serem respondidas…
Dá-me um sinal, ajuda-me a perceber o futuro desta rota.
Trar-me-á alento?
Felicidade?
Culpa?
Nojo?
Ódio ou amor?
Prazer?
Desgraça?
Puta que pariu todas esta questões! Para onde quer que me vire lá estão elas… Sempre a importunar-me, sempre a massacrar-me, sempre a fazer-me confusão na hora de decidir. No entanto, este tipo de questões, aparentemente, apenas se passa comigo. Serei algum ente estranho para tal acontecer? Porque penso tanto nestas coisas? Porque não consigo apenas viver? Porque a cada momento que passa mais questões me assolam? Porque me sinto assim?
Eu sei a resposta desta última. Ou pelo menos parte.
Fui fodido! Sim, fui fodido e não consigo recuperar. Fodeste-me tão bem…
Merda! Porque tens que existir? Tanto que poderíamos fazer, viver… no entanto, meteste uma puta duma ideia na cabecinha e decidiste que estava na hora de me destruir…
Sinceramente, espero que esteja a valer a pena. Se assim não for, de nada valeu me magoares. Contudo, não é difícil fazer-te feliz. Até eu, do fundo da minha estupidez, o consegui.
Será que o consegui mesmo, ou foi apenas um sonho?
Caralho!
Mais questões! E há tantas mais, mas a essas só tu podes responder, no entanto, fazes questão de fingir que não existo, por isso apenas posso presumir que essas respostas irão contigo para a cova, quando fores chamada pelo Criador…
Achas isso justo? Provavelmente, afinal és uma criança que pensa que tudo pode! Que ignora o facto de as outras pessoas terem sentimentos…
Olha, merda para ti, para ele, para mim, para tudo e todos!
Porque continuo a sonhar contigo? Porque continuo a desejar-te? Porque continuo a viver?
Deus! Tu, sim tu! Mata-me! Se realmente me amas e controlas tudo, és o maior filho da puta que existe! Tu permitiste que eu fosse verdadeiramente feliz e agora tiras-me tudo? Porquê? Onde foi que errei? O que deveria ter feito e não fiz? Porque carga de água tenho que sofrer assim?
Não há volta a dar. As mulheres são o que de pior existe na humanidade. São capazes de nos mimar, fazer felizes e depois mostram o seu lado puramente viperino e mordem-nos com o seu veneno provocador de dor. Dor profunda, dor forte, amarga, mortal… Mata lentamente, mas mata. Mata pela ausência, mata pela necessidade.
Para que existem?
Desapareçam!
Morram todas!
Todas vocês!
Mães, filhas avós e netas…
Odeio-vos a todas!
O vosso extermínio era uma verdadeira benção!
Era o que a humanidade precisava para ser salva.
Será que algum dia o conseguiremos?
Ajuda-me…
Não suporto viver a pensar assim…
Amo-te…
Desejo-te…
Quero-te…
És tudo para mim…

1 Comment so far

  1. Clara
    February 5th, 2008

    | 10:42 am

    VRODASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!